Era um sábado e eu estava dormindo na manhã do meu aniversário de 15 anos.

O meu pequeno quarto ainda estava escuro, com as janelas fechadas, quando minha tia entrou com um presente nas mãos. A porta aberta por ela deixou passar um raio do sol que atingiu diretamente o meu rosto. Eu fiquei brava à princípio, com aquele mau-humor típico de adolescente, pois eu nem imaginava quão importante seria aquele momento em minha vida.

Foi assim que eu ganhei o primeiro livro de J.K. Rowling – Harry Potter e a Pedra Filosofal – e agradeci imensamente à minha tia pelo presente, apesar de não saber ao certo se iria gostar ou não daquela história.

Mas logo nas primeiras páginas fui me apaixonando pelo personagem de Harry, e identifiquei-me com suas experiências e traços de personalidade, assim como ocorreu posteriormente com outros apaixonantes personagens que foram surgindo, até vir a receber o apelido de Hermione pelos colegas da faculdade, por causa da minha dedicação aos estudos e das minhas notas altas (resumindo: uma chata CDF, hehe!).

E assim, de 2000 à 2010, conforme eu crescia, Harry Potter amadurecia comigo, compartilhando as experiências de um adolescente comum, mas também as dificuldades da luta do bem contra o mal, fundamental para a formação do caráter de qualquer ser-humano. Certamente Harry foi uma incrível companhia! E ainda o é!

Hoje mesmo fui reviver as emoções do seu sétimo (e último) livro no cinema. Pois apesar dos livros serem muito mais completos e detalhistas, sempre acompanhei os filmes da série, justamente para reavivar a memória e resgatar tudo o que senti enquanto lia as palavras que deram vida àquela cena projetada diante de meus olhos.

E sem dúvida alguma, a primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte é tão intensa quanto o livro retrata.

Em diversas cenas me peguei com os olhos molhados, quando Edwiges e Dobby morrem, quando Harry e Hermione visitam o túmulo de Lílian e Tiago em Godric’s Hollow. Assim como ocorreu nos filmes anteriores ao ver materializar-se diante de meus olhos a morte de Dumbledore ou, muito pior, a morte do amável Sirius Black.

E por mais que eu já conheça a história e tenha lido duas vezes os livros em português e uma vez os livros em inglês, não me canso de surpreender-me com as aventuras e desfechos de cada capítulo. Nem de rir ou chorar com os personagens, principalmente com Rony Weasley, a veia cômica fundamental para o equilíbrio da dramática história!

Harry Potter é uma das minhas grandes paixões! E por isso, hoje, preciso agradecer novamente à minha tia pelo presente do meu 15º aniversário, pois agora eu entendo o verdadeiro valor que aquele presente teve (e ainda tem) em minha vida!

Obrigada tia Bê!!!

Beijos, Mari Espada.