Destesto o foco do dia 8 de março, e nesse dia minhas simpáticas recusas em receber bombons e flores são encaradas com estranheza e rotuladas como machistas.

O que as pessoas não entendem é que o problema do dia internacional da mulher é que a data virou uma “celebração do sexo feminino”, enquanto deveria ser um dia mais conceitual, focado em buscar soluções para todos os problemas ainda enfrentados pelas mulheres em diferentes países do mundo, buscando igualdade e liberdade em todas as culturas e religiões.

Talvez o problema tenha começado com o rótulo, se a data chamasse “dia da luta pela igualdade feminina” assim como o conceito do “dia mundial da luta contra a Aids”, as coisas seriam encaradas de uma forma mais adequada, transformando esse dia em uma análise dos progressos e um planejamento para o futuro.

Por isso receber um vago parabéns, apenas por ter nascido de um sexo e não de outro, configura por si só uma discriminação. Assim recuso gentilmente as ofertas (sempre agradecendo o carinho dos amigos), pois não quero tratamento especial por ter XX em meus cromossomos, mas quero sim é respeito por ser mais um ser humano neste planeta.

Mari Espada.