Tudo começou na minha infância, quando eu herdei uma velha coleção de livros dos meus irmãos, chamada Coleção Vaga-Lume…

Lembro-me de circular pela escola por dias e dias com o livro “O Fabricante de Terremotos” embaixo do braço, mas não tenho a lembrança de qual foi o primeiro título que me fez amar os livros.

Eu apostaria em algum do Marcos Rey, provavelmente “O Rapto do Garoto de Ouro”, pois sei que o estilo mistério-policial desse autor é uma coisa que me fascinou por muito tempo, e que desperta o meu interesse até nos dias atuais.

Mas mesmo que não seja o primeiro, é certamente o mais significativo dos autores em minha vida, pois foi esse gênero literário que me levou à Agatha Cristie e ao Edgar Allan Poe, já na época da adolescência, e que, consequentemente, me salvou dos chatos “romances de vestibular”.

Portanto eu preciso dizer: Obrigada Marcos Rey! Se não fosse você eu poderia ter pensado que ler era chato, porque a minha única referência seriam os livros impostos pela escola, e assim eu poderia ter me afastado desse maravilhoso mundo de fantasia.

E por falar em fantasia, foi justamente a literatura fantástica que me conquistou depois de anos assíduos em romances policiais, através dos sete livros da série Harry Potter, que me acompanharam durante toda a faculdade, assim como os Senhores dos Anéis e Musashis, sempre intercalando com os livros técnicos e históricos necessários à minha graduação.

Assim, eu continuo caminhando nesse ritmo: uma dose de fantasia e uma dose de realidade! Sendo que ultimamente eu tenho intercalado a série Game of Thrones com livros do Carl Sagan, pois também tenho grande interesse em publicações científicas.

Então desde os romances policiais, sobrevivendo aos romances de vestibular, passando por livros de arquitetura e de ciência, cheguei à literatura fantástica, onde certamente ainda tenho muitos livros para ler… e sempre terei.

Mari.