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Com olhos cansados e barriga pesada, chegamos à fase final da gestação… E para começar com o pé direito, reunimos nossos amigos e amigas para o CHÁ DO ARTHUR, que aconteceu em 30 de janeiro.

Mas como tudo na minha vida tem uma pitada extra de emoção, esse dia não foi nada fácil… Acabou a energia elétrica no prédio, e o Daniel teve que subir e descer 9 andares de escada – milhares de vezes! – carregando muitas coisas do nosso apartamento para o salão de festas.

Além disso, desde o Natal eu já não era mais a mesma. Dores na lombar e ciático me limitavam absurdamente e eu não podia ajudar em quase nada… Então o Daniel teve que finalizar sozinho toda a decoração que eu passei dias planejando, recortando e colando. Além de resolver problemas inesperados com os eletrodomésticos do salão de festas e coisas desse tipo.

Mas com muita dedicação, esse dia foi DO CAOS AO SUCESSO. Ainda mais com a ajuda dos amigos queridos, que deram os toques finais na decoração, na organização das comidas e na solução dos problemas. E claro, com a super ajuda da minha mãe lindona, que fez toda a comida com muito amor (bolos, brigadeiros, pão com carne louca, pão com salsicha, pão de queijo). E assim, o amor venceu mais uma vez! E essa vibe deliciosa tem sido o meu alicerce para superar os péssimos dias que viraram rotina nesse terceiro trimestre.

Pois após constantes idas ao pronto socorro, para tomar dipirona e até corticoide na veia, acabei sendo afastada do trabalho por causa da LOMBOCIATALGIA… Sai da natação, entrei no INSS, e agora vivo “presa na torre mais alta do castelo”, fazendo repouso absoluto e dependendo totalmente do Daniel para cuidar das tarefas fora de casa e me levar ao médico. Se no primeiro trimestre eu mal conseguia cozinhar por causa do cheiro da comida crua que me fazia enjoar, agora o problema de preparar minha refeição está nas dores nas costas e nas pernas (que vivem inchadas nos dias de calor). E não conseguir cuidar de mim e das pessoas que eu amo é algo que me enlouquece!

Mas os olhos do meu pequeno nem viram o mundo ainda, e ele já me ensinou coisas que nem os meus 30 anos de vida conseguiram. Não posso planejar e controlar TUDO! É preciso paciência, tranquilidade, PRIORIDADES, improviso… Assim mantenho o foco na saúde do Arthur, que depende exclusivamente da minha. E dessa forma vou curtindo o BARRIGÃO, e descobrindo que estar gestante é muito bom, ruim é estar doente (pena que isso acontece muito na gestação).

Agora é HORA DE CURTIR os socos e chutes que estão tão fortes que chegam a doer. Rir dos soluços e terremotos na barriga. Finalizar o quarto, a casa, o enxoval e preparar as malas da maternidade. Lidar com a insônia provocada por azia ou por hormônios. Fazer a visita na maternidade e o curso de gestante. Entrar em contagem regressiva junto com os amigos, família e padrinhos (meu irmão e minha cunhada). Achar que o bebê virou de ponta cabeça com 29 semanas, devido à movimentos super estranhos, e confirmar no ultrassom de 32 semanas. E lembrar do primeiro sonho que eu tive com ele, ainda com 26 semanas, mostrando um Arthur com os olhos mel e cabelos do Daniel, e com a pele clara e formato do meu rosto.

Depois de passar por todo esse processo eu posso dizer: VEM ARTHUR, que estamos prontos para você! <3 <3 <3

Mari.
(32 semanas de gestação)