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Eu ainda não fui tão longe e nem conheci todos os cantos de Berlim, pois estou muito focada em organizar nossa nova vida, enquanto mantenho as atividades de um bebê na rotina.

Mas do meu bairro eu posso falar, pois já criei raízes por aqui. Tanto que mudamos de apartamento e nem sequer trocamos de CEP… Admito que sempre fui bairrista, e pelo jeito isso veio comigo na mala.

Charlottenburg é o nome do bairro que nos conquistou. Um bairro de velhos, como enxergam os jovens baladeiros. Um bairro chique e capitalista, como enxergam as almas revolucionárias. Um bairro caro, como enxergam os corações nômades. Um bairro de coxinhas, como enxergam os mortadelas, hehehe. Mas eu não enxergo nada disso… O que meus olhos me mostram é um bairro calmo, charmoso, arborizado, acessível, com serviços e lazer ideais para uma família com um bebê.

E além disso, o que eu mais gosto nesse bairro, que escolhemos (por 2 vezes) para morar, é que Charlottenburg é resultado de sua história. Sabemos que depois da Segunda Guerra, o lado oriental de Berlim ficou com os Russos. E o lado ocidental foi dividido em três: um pedaço pros franceses, outro pros EUA e o nosso bairro ficou com os ingleses. Por isso os prédios e as ruas daqui tem “aquela cara típica de Europa”, sabe? Prédios baixos e de arquitetura clássica. Bem diferente de outros bairros de Berlim, especialmente da parte Russa ou Americana.

Algo que também acho interessante é a origem dos nomes das suas ruas largas e longas. A denominação “Damm” – como em Kaiserdamm, por exemplo – significa que essa era uma rua pavimentada em madeira, especialmente para o trânsito real. Pois o Palácio de Charlottenburg abrigou por muito tempo o Rei da Prússia, sendo hoje o maior exemplar em Berlim, que está inserido em um grande e belíssimo parque às margens do rio Spree.

Portanto, vale a pena visitar Charlottenburg, e principalmente morar aqui! 😉

Mari.