Uma conhecida compartilhou algo no Facebook que mexeu comigo. Na verdade o tema é recorrente, e essa foi apenas a última gota d’água que fez transbordar o copo. O assunto? Falta de reconhecimento no trabalho da mãe e dona de casa. O tsunami? Você vê a seguir…

O que você quer ser quando crescer?

Pode escolher ser engenheira, médica, jornalista, qualquer coisa! Até astronauta (eu quis, e meus pais me compraram um telescópio!). Mas não pode escolher ser mãe. Brincar de boneca, ok. Mas ser mãe, só mãe, dona de casa? Senta aqui filha, vamos conversar…

Tantas mulheres lutaram para que você possa ser o que você quiser, para que você possa conquistar o mundo dos homens! Porque ser mãe? Ser esposa? Isso pode esperar, depois da faculdade, depois do mestrado, depois do cargo de chefia, depois…

São tantas reticências nesse tema que fico confusa com as palavras e com medo de gerar polêmicas. Quando eu apenas quero dizer que ser mãe é o TRABALHO MAIS IMPORTANTE DO MUNDO. E que você pode ser uma arquiteta (oi!) bem sucedida numa fase da sua vida, ser uma mãe dedicada em outra fase, e ser o que você quiser nas próximas fases que virão – Pois a vida é viva! Ela muda, evolui, se adapta às novas necessidades e realidades. E esse é o mantra que eu repito quando o mundo me planta dúvidas e caraminholas machistas na cabeça.

Sim, machista. Pois machista é quem não reconhece que a construção de um ser humano e a manutenção de uma família é um trabalho tão digno quanto a construção e manutenção de um edifício. Machista é quem não incentiva e não permite que sua esposa faça essa escolha, e não o contrário!

Por isso eu escrevi para essa conhecida do Facebook que nós precisamos ensinar nossos filhos, meninos e meninas, que cuidar da casa e da família é um trabalho fundamental. Que sem essa base, nada mais se constrói. Que sem a mãe, a dinâmica familiar desmonta feito Lego mal encaixado. Que sem a rainha, é cheque mate, meu bem!

E se nós ensinarmos sobre a importância desse trabalho, nossos filhos serão mais bem resolvidos diante de uma pausa na profissão para se dedicar à maternidade, seja no papel de pai ou de mãe. Eles saberão da importância do seu papel no grupo familiar, e se orgulharão disso. Invés de serem questionados e envergonhados, como nós somos – até por nós mesmas!

Mas para a minha geração, nos resta buscar o reconhecimento de quem nos ama e ignorar o discurso de grupos sociais e políticos, que atualmente estão com seus valores bastante confusos – até chamando de machismo aquilo que nos torna únicas. Ter um filho: Isso sim é Girl Power!

Mari.