MINHA HISTÓRIA

Antes de engravidar, eu costumava usar um anticoncepcional composto por 2 hormônios sintéticos. Usei o Femiane e o Elani 28 por mais de 10 anos, e somente parei porque decidi engravidar.

Já durante a fase de amamentação, eu passei a usar um anticoncepcional de hormônio único, que era indicado para lactantes e também tinha menor risco de trombose. Usei o Cerazette por 1 ano, e parei porque estava me dando muitos efeitos colaterais (espinhas e fortes dores nas pernas em função da retenção de líquidos).

Assim fiquei sem alternativa dentre as pílulas, pois não queria retornar aos anticoncepcionais compostos devido ao maior risco de trombose – principalmente depois dos 30 anos. Então comecei a investigar outros métodos contraceptivos.

MINHA ESCOLHA

Eu procurava um método hormonal de baixo impacto para o organismo. E queria reduzir ou até interromper o fluxo menstrual e seus efeitos colaterais, principalmente as fortes cólicas que sempre me maltrataram.

Assim descartei o uso do DIU de cobre, que não contém hormônio. E me aprofundei nas pesquisas sobre o Implanon e o Mirena, que são as opções mais modernas atualmente.

O Implanon é um implante de 4cm que é colocado sob a pele do antebraço que, após a inserção, libera o hormônio etonogestrel na corrente sanguínea em uma dose de 60 – 70 mcg/dia até a 5a – 6a semana, e depois vai reduzindo a dose para cerca de 35 – 45 mcg/dia no final do primeiro ano; 30 – 40 mcg/dia no final do segundo ano e 25 – 30 mcg/dia no final do terceiro ano. Após 3 anos é necessário trocar o implante por um novo.

Já do DIU Mirena é um sistema intrauterino em forma de T que, após a inserção, libera o hormônio levonorgestrel dentro do útero em uma dose de 20 mcg/dia por 5 anos. Após esse período o Mirena precisa ser trocado por um novo.

Ambos os métodos são muito modernos e eficazes, mas o Mirena traz mais vantagens, pois sua dose hormonal é mais baixa e sem variação conforme o tempo passa, os hormônios são liberados diretamente no útero e por isso não entram na corrente sanguínea, e sua durabilidade é maior (5 anos). Tudo isso reduz os efeitos colaterais e poupam o nosso organismo.

MINHA ADAPTAÇÃO

Assim, marquei consulta com a ginecologista para a colocação do Mirena, que deve ser feita durante a menstruação. O procedimento foi feito no consultório sem anestesia, e eu não senti nenhuma dor, apenas o desconforto normal de um exame ginecológico.

Mas após alguns minutos, enquanto eu caminhava pela rua, a dor se fez presente e a partir de então eu sofri cólicas muito intensas por 2 dias, o que estava dentro do previsto pela ginecologista. Essa foi a pior parte da adaptação, mas passado os dias iniciais, pequenas dores e desconfortos continuaram me acompanhando durante todo o primeiro mês.

Além disso tive um escape leve após 10 dias da colocação do Mirena, mas não menstruei após completar meu ciclo, apesar de ter passado 1 dia com cólica menstrual e sintomas de TPM. Isso também está dentro do previsto, pois com a colocação do Mirena, a menstruação pode diminuir o fluxo ou até cessar, mas nem sempre isso ocorre logo no primeiro mês.

Após 1 mês e 10 dias retornei ao consultório para fazer um ultrassom de acompanhamento, verificar a posição do Mirena e tudo o mais. E a partir de então, todo ano deverei realizar esse exame.

Aqui na Alemanha a própria ginecologista realiza o ultrassom em seu consultório, portanto eu também fiz um exame no momento da colocação. No Brasil talvez os médicos optem por colocar o Mirena em ambiente hospitalar apenas para ter esse recurso disponível. Além disso, aqui o plano de saúde não paga por esses exames, nem pelo Mirena, que me custou 352€. Não sei dizer quais são os custos no Brasil.

Dizem que a adaptação ao Mirena pode demorar alguns meses. Eu ainda sinto pequenas cólicas e desconforto, mas mantenho meu foco nos benefício a longo prazo e estou segura que esse é o melhor método para o meu organismo. Aqui na Alemanha, o Mirena é o método mais utilizado pelas mulheres.

SAIBA MAIS

Farei novos relatos ao completar 6 meses e 1 ano de uso do Mirena, e a partir de então quando ocorrer alguma novidade. Aguarde… 😉

Mariana.

6 meses com o DIU Mirena