Quando eu escrevi o texto Seu jeito de amar, eu ainda achava que o Arthur tinha apenas uma personalidade forte. Depois eu descobri que muitas mães na mesma situação também acham isso…

Meu Tutuco veio pra nos ensinar que não podemos entender e controlar tudo. E também veio pra nos mostrar um novo jeito de olhar o mundo e viver a vida. Pois todos temos nossas particularidades, mas não é por acaso que algumas pessoas são chamadas de especiais.

O natal de 2017 nos trouxe um grande presente, pois a falta de rotina de uma viagem e o convívio em família evidenciou as dificuldades há tanto tempo escondidas. A partir de então começamos nossa longa jornada de pesquisa, informação, negação, aceitação, luta, avaliações médicas e pedagógicas. E essa jornada ainda não acabou…

Hoje nosso filho recebeu um pré-diagnóstico de autismo, indicando que ele possui um atraso no desenvolvimento compatível com os sintomas do TEA (Transtorno do Espectro Autista).

O Arthur tem dificuldades de interação social, atraso de fala e comunicação, e várias particularidades que tornam nosso dia a dia muito mais difícil. Mas suas características mais marcantes vão além do possível autismo: Ele é muito engraçado, muito expressivo, muito inteligente e muito ativo. 💙

Ainda não dá para prever como o seu desenvolvimento irá acontecer ao longo dos anos, se os sintomas de autismo serão parte de quem ele é ou se ficarão no passado de sua primeira infância.

Seja como for, viver o autismo é viver a dúvida, mas ter a certeza de que nós estamos fazendo o melhor pelo nosso filho, SEMPRE. E com amor e dedicação, ele irá aprender tudo o que precisa para ter uma vida autônoma e muito feliz!

E que comecem as terapias! 🍀

Mari Espada.

Para saber mais sobre o autismo:

Para sempre acreditar:

Para tocar seu coração:

“Ela, normalmente, vê a vida em cores. Mas tem dias em que o sorriso se esvai junto com a esperança. E as lágrimas descem ininterruptas. E nesses dias, ela chora pelo menino. Chora pelo autismo que o assombra, que o agita, que o cala. Tem dias em que ela chora pelo imutável. Pela perda do futuro idealizado. Pelo destino tão caprichoso que escolheu essa criança. Pelas limitações impostas a um ser tão doce e inocente. Pelo futuro tão incerto e pela vida tão diferente da que ela sonhou. Nesses dias, ela se aninha no colo de seu companheiro. E ele lhe pergunta: “por que você chora?” Ela responde: “choro pelo menino.” Então, ele lhe diz: “chore por você. O menino não precisa que ninguém chore por ele. Ele está bem. Ele vai ficar bem.” E nessa hora ela pensa: “esse é um dos motivos pelos quais eu te amo.” E é por isso que esses dias passam. E a esperança retorna ao primeiro sorriso que o menino dá ao levantar-se. E o futuro parece, novamente, promissor. E o autismo, menos assustador. E as lágrimas secam e o sorriso retorna ao rosto da mãe. E então ela escreve. Porque escrever, assim como o ombro do companheiro, também ajuda a curar.” (from “Lagarta Vira Pupa: A vida e os aprendizados ao lado de um lindo garotinho autista. (Portuguese Edition)” by Andréa Werner, Kelly Vaneli, Fausta Cristina Reis)